sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Para Pensar!!!

O que há por trás dos Smurfs?
 
Muito se especula a respeito do carácter comunista da Vila dos Smurfs. Afinal de contas, a história em quadrinhos criada pelo belga Pierre Culliford (também conhecido como Peyo), na década de 50, foi publicada pela primeira vez no auge da Guerra Fria. Os estúdios Hanna Barbera transformaram-na em desenho animado somente no início dos anos 80, quando a decadência do regime soviético ainda não era iminente. Desde então, argumentos tentando comprovar o caráter marxista da obra não faltaram. O que se disseminou entre as gerações que conheceram os pequeninos personagens azuis é que o desenho, mais do que a história em quadrinhos, é em si mesmo uma propaganda do comunismo. Nem Nadia Comaneci, a ginasta romena nota dez nas Olimpíadas de Montreal em 1976 foi tão bem sucedida na propaganda do regime comunista.

Fato é que existem muitos estudos sérios que tratam do assunto e seus argumentos têm se mostrado extremamente pertinentes. De acordo com a teoria do "comunismo azul" reinante na Vila, o Gargamel seria uma alegoria aos Estados Unidos. Isso porque o vilão ganancioso deseja o tempo todo transformar os Smurfs em ouro, numa clara alusão à materialização das pessoas, inerente ao capitalismo.

Além disso, há inúmeras outras coincidências com o discurso comunista. O Papai Smurf, por exemplo, seria uma alusão a Karl Marx, já que é admirado pelos demais Smurfs por sua idade e sabedoria. A tese baseia-se nas "semelhanças físicas" entre os dois, evidenciada pelo uso do vermelho e a farta barba branca do Papai Smurf.

A tese vai mais longe. De acordo com ela, o Smurf Gênio poderia muito bem ser o Trotsky, já que sua sabedoria se assemelha à de Papai Smurf e, freqüentemente, ele é ridicularizado e ejetado da Vila. Vale lembrar que Trotsky foi banido da União Soviética em 1929...

Mais uma coincidência relevante: todos os Smurfs são iguais, a despeito da atividade que desempenham ou de suas habilidades intelectuais. Ainda, não há propriedade privada na Vila dos Smurfs: a terra e os instrumentos são de todos. Entretanto, o fator que mais fortalece a tese de que os Smurfs são uma propaganda do regime comunista é que, de fato, não há igrejas na Vila. Não há, por exemplo, um Pastor Smurf. Assim como os marxistas, os Smurfs são ateus: acreditam, apenas, na força da natureza.

A comparação com o comunismo não acaba por ai. Há quem afirme que o Bebê Smurf representa ninguém menos que Che Guevara. Isso porque ele teria sido fruto de um "deslize" do Papai Smurf com a Smurfette (para quem não sabe, ela foi criada pelo Gargamel para seduzir os Smurfs, mas acabou "passando para o outro lado da Força" graças ao Papai Smurf), ou seja, resultado da união entre o socialismo e o capitalismo. Acredito que, se levássemos para esse lado poderíamos dar outros vários exemplos resultantes do hibridismo entre socialismo e o capitalismo que não o Che Guevara. Pode-se comparar essa união à China ou, para os que preferem os exemplos ocidentais, o welfare state europeu. Eu, pessoalmente, iria mais longe e diria que o resultado do casamento socialismo x capitalismo é a terceira via adotada no Reino Unido.

Há pessoas que levam essa "semelhança" tão a sério que chegam a afirmar que o desenho é uma criação do governo soviético, na intenção de infiltrar seus ideais no seio da sociedade americana antes de invadir os EUA. Dão graças a Deus, inclusive, pela criação dos Comandos em Ação...

Entretanto, tem pipocado na Internet uma outra visão da propaganda na qual estaria imersa a Vila dos Smurfs, creditada à estudante Lisa Chwastiak. Segundo sua teoria, os Smurfs seriam, antes, supremacistas brancos, e não comunistas. Para ela, Peyo, falecido em 1992 aos 64 anos, era um nazista. Inclusive, ele seria afiliado à Ku Klux Klan (KKK), organização racista norte-americana. Seu argumento também parte de princípios e argumentações relevantes. Em primeiro lugar, Lisa não acredita ser mera coincidência o vilão se chamar Gargamel: além de nome e características físicas judaicas (cabelo escuro, pele clara e nariz proeminente), o vilão ainda carrega todo o estigma de preconceitos contra judeus que permeou, principalmente, a Alemanha de Hitler: um indivíduo mesquinho, sujo, que morava numa casa velha e se vestia de preto.

Além do mais, Lisa não despreza a semelhança entre o Papai Smurf e o Grande Dragão, forma pela qual os líderes da KKK são conhecidos: ambos usam um chapéu pontiagudo vermelho e seus seguidores usam chapéus pontiagudos brancos. Ainda, a estudante afirma que existem inúmeros episódios em que os pequeninos seres azuis dançam em torno de fogueiras, a exemplo dos membros da Klan.

Para finalizar, Lisa afirma que, entre os Smurfs, por "coincidência", a única mulher possui, justamente, um arquétipo ariano, evidenciado por seu longo cabelo dourado. É exatamente o ideal de beleza idolatrado por Adolf Hitler para sua sociedade germânica. Além disso, como forma de demonstrar a arraigada crença na supremacia branca trazida à tona pelo desenho, os episódios em que os Smurfs são malvados são justamente aqueles em que eles deixam de ser azuis para se tornarem negros. 



Até a próxima
Fonte: Internet
http://www.linksdejesus.com


Apesar dessas duas histórias ou estórias, temos que pedir discernimento para não colocarmos objetos ou coisas imundas dentro da nossa casa, o MacDonald’s está dando esses bonecos no lanche das crianças, está tendo uma grande divulgação desses pequenos Smurfs.   
Vamos pedir a Deus que não seja mais uma tralha em nossas vidas.

“Portar-me-ei com inteligência no caminho reto. Quando virás a mim? Andarei em minha casa com um coração sincero. Não porei coisa má diante dos meus olhos. Odeio a obra daqueles que se desviam; não se me pegará a mim. (Salmo 101.2-3)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Confiança em Meio à Angústia

"Está alguém entre vós sofrendo, faça oração" (Tg 5.13).
O que é angústia? Muitos poderiam dar uma resposta bem pessoal e subjetiva a essa pergunta. Falando de modo geral, angústia é um sentimento que acompanha o homem desde seu nascimento até a morte em todas as situações da vida; a angústia é companheira do ser humano. A angústia é uma das mais fortes opressoras da humanidade, é um sentimento da alma que pode atacar na mesma medida tanto o rei como o mendigo. Angústia é uma emoção que pode ser abafada mas não desligada. O homem natural não pode se desviar nem escapar dela. Na verdade existiram e existem pessoas de caráter forte que, com sua determinação, se posicionam obstinadamente diante da angústia, mas elas também não conseguem vencê-la totalmente. Podemos tentar ignorar a angústia, mas não escaparemos de situações dolorosas.
O que a Bíblia diz sobre a angústia? Ela diz, por exemplo, que angústia e sofrimento podem se tornar visíveis. Gênesis 42.21 nos relata um exemplo disso quando os irmãos de José chegaram ao Egito para comprar cereal e se encontraram no palácio de José, e, não sabendo o que fazer disseram uns aos outros: "Na verdade, somos culpados, no tocante a nosso irmão, pois lhe vimos a angústia da alma, quando nos rogava, e não lhe acudimos..." A angústia, assim diz a Bíblia, não só paralisa a língua, mas também faz com que ela fale. Em Jó 7.11 ouvimos Jó dizer: "Por isso não reprimirei a minha boca, falarei na angústia do meu espírito, queixar-me-ei na amargura da minha alma". Mas angústia também faz com que até ímpios cheios de justiça própria se sintam perturbados. Bildade descreve o ímpio em Jó 18.11 dessa maneira: "Os assombros o espantarão de todos os lados, e o perseguirão a cada passo". A Escritura também ensina que a angústia é mais forte do que a maior abastança. Zofar nos comunica isto em Jó 20.22: "Na plenitude da sua abastança, ver-se-á angustiado, toda a força da miséria virá sobre ele". Angústia também provoca trevas. Quando Isaías teve que anunciar uma punição sobre Israel, falou acerca das conseqüências desse juízo: "Bramam contra eles naquele dia, como o bramido do mar; se alguém olhar para a terra, eis que só há trevas e angústia, e a luz se escurece em densas nuvens" (Is 5.30). E em Isaías 8.22 o profeta tem que proclamar sobre o povo apóstata: "Olharão para a terra, eis aí angústia, escuridão, e sombras de ansiedade, e serão lançados para densas trevas".
O que significa invocar o Senhor na angústia, orando? Essa pergunta é respondida pelas orações de Davi. Por exemplo, várias vezes aparece a expressão ‘clamar’: "Responde-me quando clamo, na minha angústia... gritei", "desde os confins da terra clamo por ti", "em meio à tribulação invoquei o Senhor". Percebemos que Davi pediu socorro ao céu. Aqui temos uma chave para sermos realmente libertos das angústias. Não se trata de simplesmente orar, mas temos de clamar e suplicar. Para compreender isso devemos também observar melhor as orações de nosso Senhor Jesus feitas ao Pai quando Ele se encontrava angustiado. Tomaremos como exemplo as Suas orações e Sua confiança no Deus Todo-Poderoso. Pois do ponto de vista bíblico, a expressão ‘invocar o Senhor‘ significa ainda muito mais. "Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte, e tendo sido ouvido por causa da sua piedade" (Hb 5.7). Quando se toma essa declaração literalmente, então chegamos irrefutavelmente à conclusão de que o Senhor, na verdade, gritou, clamou e até chorou de forma audível. Não sabemos a que distância os discípulos estavam do seu Senhor no Jardim do Getsêmani, mas eles devem ter dormido profundamente, pois aparentemente não ouviram a oração de Jesus. O que nosso Senhor padeceu ali nem conseguimos explicar nem entender a fundo, mas deve ter sido uma situação terrível. Em Lucas 22.44 está escrito: "E, estando em agonia, orava mais intensamente". Mas se queremos saber com mais precisão o que significa o que nosso Senhor "...ofereceu com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas" a Deus, então devemos nos dar ao trabalho de estudar essas orações. Algo interessante chama a nossa atenção, ou seja: exceto no texto já citado de Hebreus 5.7, em nenhum evangelho é dito que o Senhor começou a clamar ou a gritar nessa oração. Somente Lucas indica tal situação com a expressão "...e orava mais intensamente". Mateus descreveu o episódio da seguinte maneira: "Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai: Se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e, sim, como tu queres! Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo: Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade!... Deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras" (Mt 26.39;42 e 44). E Marcos escreve: "E, adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra; e orava para que, se possível, lhe fosse poupada aquela hora. E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e, sim, o que tu queres!... Retirando-se de novo, orou repetindo as mesmas palavras... E veio pela terceira vez..." (Mc 14.35;36;39 e 41). Aqui vemos melhor o que a oração de nosso Senhor podia significar, pois duas cousas chamam a nossa atenção:

1. Jesus Cristo não pronunciou essa oração apenas uma vez, mas três vezes.

2. Ele orou três vezes, mas não deixou de submeter-se à perfeita vontade de Seu Pai cada vez que orou. Que profundo mistério está oculto nessas orações!
Nosso Senhor, portanto, orou três vezes. Se Hebreus 5.7 diz que o Senhor "nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas" então não se trata, em primeiro lugar, da forma de Sua oração. Não se trata da questão se o Senhor clamou e gritou de maneira pungente, e, sim, que o Senhor fez esta oração três vezes! Em outras palavras: Ele orou com persistência. Jesus Cristo se encontrava na maior angústia, e esta angústia O levou a orar. Mas essa oração não foi apenas um grito curto e isolado ao Pai. Não, Ele orou três vezes de maneira muito consciente e lúcida repetindo sempre as mesmas palavras. Depois da primeira oração, a Bíblia diz claramente: "Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo..." e depois da segunda vez: "E deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez...". " como seria bom se compreendêssemos isso para a nossa vida pessoal de oração!

Muitas vezes nos defrontamos com todo tipo de angústias e apertos, e o que fazemos então, quando somos tentados dessa maneira? No mesmo momento enviamos um fervoroso pedido de socorro ao céu. Mas assim que nos sentimos mais ou menos bem, seguimos novamente a rotina do dia. Não é de admirar se logo em seguida a mesma angústia nos surpreenda outra vez. A oração de nosso Senhor pronunciada conscientemente três vezes nos mostra de maneira bem clara que nós, se de fato queremos vencer as angústias que se repetem, não devemos apenas orar de vez em quando ao céu. Precisamos chegar ao ponto de levar uma vida de oração perseverante, regular. Somente assim nos tornamos filhos de Deus que conseguem lidar de maneira correta com suas angústias. Somente assim venceremos as nossas tribulações. Três testemunhos claros das Escrituras nos exortam a orar dessa maneira:

"Regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração perseverantes" (Rm 12.12).

"Perseverai na oração, vigiando com ações de graça" (Cl 4.2).

"Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito, e para isto vigiando com toda perseverança..." (Ef 6.18).

Você não quer se tornar uma pessoa assim, que aprenda a lidar com as suas angústias e a vencê-las? Então confie no Deus Todo-Poderoso, começando a levar uma vida de oração regular e perseverante. Mas nunca se esqueça de submeter-se totalmente à vontade do Senhor Jesus enquanto ora. Essa entrega, seja o que for, sempre deve ser expressa em cada oração que você faz. Se você segue esse caminho, você se tornará um cristão que, na verdade, ainda sente todas as angústias e apertos desse mundo, mas apesar disso permanece totalmente tranqüilo em tudo. Estará seguro nas mãos do Senhor, aconteça o que acontecer. O que Ele faz é sempre bom! "No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo" (Jo 16.33). Essas são palavras do Senhor Jesus. Você crê nelas? Então viva de acordo com esta fé, confiando – justamente quando o medo quer se apoderar de suas emoções – no Deus Todo-Poderoso e invocando-O em oração! (Marcel Malgo - www.apaz.com.br)

terça-feira, 19 de julho de 2011

Céu na Terra


Deus está aqui

Gênises 28.10-17  -  Lucas 24 : 13-35
Berseba = Poço de juramento = Beersheva
Padã-arã ou Harã – Antigo lugar que Abraão viveu antes de ir para Canaã.
Emaús - "riacho quente" = Hammat

1-voltando a origem
Jacó fugiu  (800km) e os discípulos voltaram para as suas vidas comuns(11 KM).
DISCÍPULO Cleopas = POSSUI O BRILHO DA GLÓRIA.
Quando retrocedemos nós dormimos, olhamos para o passado e não vemos o que está na frente.
Conte-me o seu sonho que direi o seu futuro.  Os discípulos Estavam conversando sobre o que tinha acontecido. O QUE ACONTECEU?  (a morte de Jesus)Quando você só fala de morte você acaba morrendo.

2- Tristeza nos faz dormir.
A tristeza nos cega.  A tristeza traz depressão – Jeremias – A tristeza nos faz pedi a morte – Elias Jó.
Quando dormimos, Não discernimos o tempo. Quando dormimos não sabemos em que tempo estamos.

3-Jesus o Pastor de todos os tempos.
Quem é ovelha quer ter experiências próprias com o pastor. Disseram que as mulheres viram anjo, e logo correram para falar que Cristo tinha ressuscitado, mas eles queriam VER e não se maravilharam com apenas o testemunho de outras pessoas.
Jacó deve ter pensado o meu pai Isaque e o meu avô Abraão tiveram experiência maravilhosas, mas eu também quero VER.

Conclusão.
Quando Cristo entrou na casa dos discípulos, estando a mesa tomou o pão ABENÇOOU e partiu.
Os olhos se abrem quando abençoamos uns aos outros e partimos o pão, aí os nossos olhos se abrem e contemplamos o Senhor. A bíblia diz que o conheceram depois dessa atitude.

Palavra para igreja presbiteriana da Barra do Imbuí de Teresópolis.

O propósito de Deus não era as obras, era para que nós voltássemos a origem, entendêssemos que somos irmãos apesar das diferenças, lembrarmos que foi daqui que nós multiplicamos e geramos filhos espirituais, pois durante um tempo a igreja dormiu diante de alguns problemas, e hoje nós estamos acordando e contemplando o Senhor no nosso Irmão e quando voltarmos para “Jerusalém” ou nossa “Canaã” voltarmos com júbilo e grande festa dizendo o Senhor Vive e está aqui. QUEREMOS VIVER CÉU NA TERRA. Porta do céu
O SENHOR ESTAVA AQUI E EU NÃO SABIA, AQUI SERÁ CHAMADO BETEL CASA DE DEUS.

sábado, 2 de julho de 2011

O Retorno

ÊXODO 3.1-22

Vem, agora, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo, os
? lhos de Israel, do Egito. (Êx 3.10.)

Depois de algum tempo no deserto,
Cuidando de ovelhas tão-somente,
Contemplando as estrelas, o ? rmamento,
De alimento simples, água em cantil,
Tudo tão diferente do Egito, aquele mundo hostil.
Lá estava Moisés sendo mesmo preparado
Para a mais linda missão
De Israel soltar os grilhões, conduzir em viagem milhões,
À terra prometida os trazer
Para grande nação vir a ser.

Na Bíblia, a história se repete com exatidão incrível em cada personagem
e em sua trajetória.
O primeiro homem, Adão, pecou, mesmo estando num lindo jardim
– o jardim do Éden – que o Senhor plantara para ele. E Adão foi lançado na
terra dura e seca, quase um deserto, após a bonança do “Paraíso”.
Moisés também foi mandado ao deserto. Após 40 anos de “mordomias”
no palácio de Faraó, sabendo que havia uma missão que lhe fora secretamente
con? ada, ele tentou, com as próprias forças, fazer um levante para despertar
o povo e tirá-lo do Egito. Mas Moisés fracassou. Deus não iria libertar
o seu povo de qualquer maneira. E Moisés, ao matar o egípcio e enterrar o
corpo na areia, pensava que seria proclamado líder e juiz dos hebreus. Contudo
aconteceu o contrário. Ele teve de fugir para salvar a própria vida. E o
que o esperava? O deserto, naturalmente.

Depois do pecado, vem sempre o deserto. Este é um período de re? exão
para buscar de novo a comunhão com o Pai no “paraíso”.
E mais 40 anos se passaram para Moisés. Ele morreria no deserto? Não;
o deserto é apenas um tempo de preparo e de trabalho de Deus no coração
humano. Nós não fomos feitos para o deserto, e sim criados para o Éden. E
é isso que Jesus veio nos dar: o retorno ao paraíso, à casa do Pai. Moisés saiu
do deserto como vencedor.

Jesus começou seu ministério no deserto (deserto da tentação), a ? m de
nos conduzir para o jardim do túmulo, de onde ressurgiu.
Jesus quer conduzi-lo desse “deserto” onde você está, para o “jardim da
comunhão”. Você quer vir?

Pai, há tantos que, hoje, estão literalmente vivendo nos
desertos da vida, como fruto de pecado. Alcança, Senhor, os
seus corações. Que vejam a tua face de perdão e amor e saibam
que há uma grande missão para cada um. Amém.

Transcrito: http://www.lagoinha.com/portal/engine.php?pag=art&secpai=12&sec=7&cat=37&art=6855

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Religião x Evangelho

Religião:

Religião é um conjunto de crenças e filosofias que são seguidas, formando diferentes pensamentos.

Cada religião tem suas diferenças quanto a alguns aspectos, porém a grande maioria se assemelha em acreditar em algo ou alguém do plano superior e na vida após a morte.

Entre a grande quantidade de religiões existentes hoje no mundo, existem aquelas que se sobressaem e conseguem conquistar um grande número de fiéis. Podemos enumerar:

Judaísmo, cristianismo, islamismo, hinduísmo, budismo.

Religião é um sistema qualquer de idéias, de fé e de culto, como é o caso da fé cristã.

Religião é um conjunto de crenças e práticas organizadas, formando algum sistema privado ou coletivo, mediante o qual uma pessoa ou um grupo de pessoas é influenciado.

Religião é um corpo autorizado de comungantes que se reúnem periodicamente para prestar culto a um deus, aceitando um conjunto de doutrinas que oferece algum meio de relacionar o indivíduo àquilo que é considerado ser a natureza última da realidade.

Religião é qualquer coisa que ocupa o tempo e as devoções de alguém. Há, nessa definição, um quê de verdade, já que aquilo que ocupa o tempo de uma pessoa é geralmente algo a que ela se devota, mesmo que não envolva diretamente a afirmação da existência de algum ser supremo ou seres superiores. E a devoção encontra-se na raiz de toda religião.

Religião é o reconhecimento da existência de algum poder superior, invisível; é uma atitude de reverente dependência a esse poder na conduta da vida; e manifesta-se por meio de atos especiais, como ritos, orações, atos de misericórdia, etc.

Evangelho:

O Evangelho por sua vez é Cristo crucificado, sua obra consumada na cruz. E pregar o evangelho é apresentar Cristo publicamente como crucificado.

O evangelho não é apenas as boas novas de um nenê na manjedoura, de um jovem numa banca de carpinteiro, de um pregador nos campos da Galiléia, ou mesmo de uma sepultura vazia.

O evangelho trata de Cristo na cruz. O evangelho só é pregado quando Cristo é “publicamente exposto na sua cruz”.

Quando pregamos o evangelho, temos de nos referir a um acontecimento (a morte de Cristo na cruz), expor uma doutrina (o particípio perfeito “crucificado” indicando os efeitos permanentes da obra consumada de Cristo), e fazê-lo publicamente, ousadamente, vivamente, para que as pessoas vejam como se o testemunhassem com os seus próprios olhos.

Enquanto as religiões feitas pelos homens enfocam o esforço humano; o cristianismo enfoca a obra de Cristo.

Diferenças Entre Religião e Evangelho:

A religião é obra do homem. O Evangelho nos foi dado por Deus.

A religião é o que o homem faz por Deus. O Evangelho é o que Deus tem feito pelo homem.

A religião é o homem em busca de Deus. O Evangelho é Deus buscando o homem.

A religião é o homem tentando subir a escada de sua própria justiça, na esperança de encontrar-se com Deus no último degrau. O Evangelho é Deus descendo a escada da encarnação de Jesus Cristo e encontrando-se conosco, na condição de pecadores, no primeiro degrau.

A religião é constituída de bons ponto-de-vista. O Evangelho de boas novas.

A religião traz bons conselhos. O Evangelho, uma gloriosa proclamação.

A religião toma o homem e o deixa como está. O Evangelho toma o homem como está e o transforma naquilo que ele deveria ser.

A religião termina como uma reforma exterior. O Evangelho termina com uma transformação interior.

A religião passa uma caiação. O Evangelho alveja.

A religião muitas vezes torna-se uma farsa. O Evangelho é sempre uma força, o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Romanos 1.16).

Há muitas religiões, mas apenas um Evangelho.

A religião enfatiza o fazer, enquanto o Evangelho enfatiza a condição de ser.

A religião diz: Faça o bem, continue a fazer o bem e eventualmente você se tornará bom. O Evangelho diz: Primeiro, você nasce de novo, pela Graça de Deus. A conseqüência natural disso assim como o dia segue a noite, é que você fará o bem.

A religião coloca em destaque princípios e preceitos, códigos e credos. O Evangelho coloca em destaque uma pessoa: JESUS.

A religião diz: Alcance. O Evangelho: Obtenha.

A religião diz: Tente O Evangelho: Receba.

A religião diz: Esforce-se. O Evangelho: Confie.

A religião diz: Desenvolva-se a si mesmo. O Evangelho: Negue-se a si mesmo.

A religião diz: Salve-se. O Evangelho: Entregue-se.

A religião diz: Faça... faça isso, faça aquilo, e será salvo. O Evangelho afirma: Já foi feito. Creia e será salvo.

A religião pretende manifestar a boa vontade do homem; o Evangelho é a boa nova do amor de Deus.

Podemos nos guardar das religiões humanas fazendo as seguintes perguntas sobre qualquer grupo religioso:

1 – Este grupo enfatiza as regras e tabus criados pelo homem em vez da graça de Deus?

2 – Este grupo promove um espírito crítico em relação aos outros, ou exercita a disciplina de forma discreta e amorosa?

3 – Este grupo enfatiza fórmulas, conhecimento secreto ou visões especiais mais do que a Palavra de Deus?

4 – Este grupo exalta a própria justiça, honrando aqueles que guardam as regras, ao invés de exaltar a Cristo?

5 – Este grupo negligencia a Igreja Universal de Cristo, reivindicando ser um grupo de elite?

6 – Este grupo ensina a humilhação do corpo como um meio para o crescimento espiritual em vez de enfocar o crescimento da pessoa por inteiro?

7 – Este grupo desconsidera a família em vez de tê-la em grande estima, conforme os ensinamentos da Bíblia Sagrada?

Fontes:

Devocional Boa Semente

ICP – Instituto Cristão de Pesquisas

terça-feira, 10 de maio de 2011

A ÚLTIMA MENSAGEM DE JOHN STOTT EM KESWICK

Dr. John Stott — “O Paradigma: Tornando-nos Mais Semelhantes a Cristo”. Sermão pregado na Convenção de Keswick em 17 de julho de 2007
  

Lembro-me muito claramente de que há vários anos, sendo um cristão ainda jovem, a questão que me causava perplexidade (e a alguns amigos meus também) era esta: Qual é o propósito de Deus para o seu povo? Uma vez que tenhamos nos convertido, uma vez que tenhamos sido salvos e recebido vida nova em Jesus Cristo, o que vem depois? É claro que conhecíamos a famosa declaração do Breve Catecismo de Westminster: “O fim principal do homem é glorificar a Deus, e gozá-lo para sempre”. Sabíamos disso e críamos nisso. Também refletíamos sobre algumas declarações mais breves, como uma de apenas sete palavras: “Ama a Deus e ao teu próximo”. Mas de algum modo, nenhuma delas, nem outra que pudéssemos citar, parecia plenamente satisfatória. Portanto, quero compartilhar com vocês o entendimento que pacificou minha mente à medida que me aproximo do final de minha peregrinação neste mundo. Esse entendimento é: Deus quer que seu povo se torne semelhante a Cristo. A vontade de Deus para o seu povo é que sejamos conformes à imagem de Cristo.

Sendo isso verdade, quero propor o seguinte: em primeiro lugar, demonstrarmos a base bíblica do chamado para sermos conformes à imagem de Cristo; em segundo, extrairmos do Novo Testamento alguns exemplos; em terceiro, tirarmos algumas conclusões práticas a respeito. Tudo isso relacionado a nos assemelharmos a Cristo.

Então, vejamos primeiro a base bíblica do chamado para sermos semelhantes a Cristo. Essa base não se limita a uma passagem só. Seu conteúdo é substancial demais para ser encapsulado em um único texto. De fato, essa base consiste de três textos, os quais, aliás, faríamos muito bem em incorporar conjuntamente à nossa vida e visão cristã: Romanos 8:29, 2 Coríntios 3:18 e 1 João 3:2. Vamos fazer uma breve análise deles.

Romanos 8:29 diz que Deus predestinou seu povo para ser conforme à imagem do Filho, ou seja, tornar-se semelhante a Jesus. Todos sabemos que Adão, ao cair, perdeu muito — mas não tudo — da imagem divina conforme a qual fora criado. Deus, todavia, a restaurou em Cristo. Conformar-se à imagem de Deus significa tornar-se semelhante a Jesus: O propósito eterno de predestinação divina para nós é tornar-nos conformes à imagem de Cristo.

O segundo texto é 2 Coríntios 3:18: “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito”. Portanto é pelo próprio Espírito que habita em nós que somos transformados de glória em glória — que visão magnífica! Nesta segunda etapa do processo de conformação à imagem de Cristo, percebemos que a perspectiva muda do passado para o presente, da predestinação eterna de Deus para a transformação que ele opera em nós agora pelo Espírito Santo. O propósito eterno da predestinação divina de nos tornar como Cristo avança, tornando-se a obra histórica de Deus em nós para nos transformar, por intermédio do Espírito Santo, segundo a imagem de Jesus.

Isso nos leva ao terceiro texto: 1 João 3:2: “Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é”. Não sabemos em detalhes como seremos no último dia, mas o que de fato sabemos é que seremos semelhantes a Cristo. Não precisamos saber de mais nada além disso. Contentamo-nos em conhecer a verdade maravilhosa de que estaremos com Cristo e seremos semelhantes a ele, eternamente.

Aqui há três perspectivas: passado, presente e futuro. Todas apontam na mesma direção: há o propósito eterno de Deus, pelo qual fomos predestinados; há o propósito histórico de Deus, pelo qual estamos sendo transformados pelo Espírito Santo; e há o propósito final ou escatológico de Deus, pelo qual seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é. Estes três propósitos — o eterno, o histórico e o escatológico — se unem e apontam para um mesmo objetivo: a conformação do homem à imagem de Cristo. Este, afirmo, é o propósito de Deus para o seu povo. E a base bíblica para nos tornarmos semelhantes a Cristo é o fato de que este é o propósito de Deus para o seu povo.

Prosseguindo, quero ilustrar essa verdade com alguns exemplos do Novo Testamento. Em primeiro lugar, creio ser importante que nós façamos uma afirmação abrangente como a do apóstolo João em 1 João 2:6: “Aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou”. Em outras palavras, se nos dizemos cristãos, temos de ser semelhantes a Cristo. Este é o primeiro exemplo do Novo Testamento: temos de ser como o Cristo Encarnado.

Alguns de vocês podem ficar horrorizados com essa idéia e rechaçá-la de imediato. “Ora”, me dirão, “não é óbvio que a Encarnação foi um evento absolutamente único, não sendo possível reproduzi-lo de modo algum?” Minha resposta é sim e não. Sim, foi único no sentido de que o Filho de Deus revestiu-se da nossa humanidade em Jesus de Nazaré, uma só vez e para sempre, o que jamais se repetirá. Isso é verdade. Contudo, há outro sentido no qual a Encarnação não foi um evento único: a maravilhosa graça de Deus manifestada na Encarnação de Cristo deve ser imitada por todos nós. Nesse sentido, a Encarnação não foi única, exclusiva, mas universal. Somos todos chamados a seguir o supremo exemplo de humildade que ele nos deu ao descer dos céus para a terra. Por isso Paulo diz em Filipenses 2:5-8: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”. Precisamos ser semelhantes a Cristo em sua Encarnação no que diz respeito à sua admirável humildade, uma humilhação auto-imposta que está por trás da Encarnação.

Em segundo lugar, precisamos ser semelhantes a Cristo em sua prontidão em servir. Agora, passemos de sua Encarnação à sua vida de serviço; de seu nascimento à sua vida; do início ao fim. Quero convidá-los a subir comigo ao cenáculo onde Jesus passou sua última noite com os discípulos, conforme vemos no evangelho de João, capítulo 13: “Tirou a vestimenta de cima e, tomando uma toalha, cingiu-se com ela. Depois, deitou água na bacia e passou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido”. Ao terminar, retomou seu lugar e disse-lhes: “Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo” — note-se a palavra — “para que, como eu vos fiz, façais vós também”.

Há cristãos que interpretam literalmente esse mandamento de Jesus e fazem a cerimônia do lava-pés em dia de Ceia do Senhor ou na Quinta-feira Santa — e podem até estar certos em fazê-lo. Porém, vejo que a maioria de nós fez apenas uma transposição cultural do mandamento de Jesus: aquilo que Jesus fez, que em sua cultura era função de um escravo, nós reproduzimos em nossa cultura sem levarmos em conta que nada há de humilhante ou degradante em o fazermos uns pelos outros.

Em terceiro lugar, temos de ser semelhantes a Cristo em seu amor. Isso me lembra especificamente Efésios 5:2: “Andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave”. Observe que o texto se divide em duas partes. A primeira fala de andarmos em amor, um mandamento no sentido de que toda a nossa conduta seja caracterizada pelo amor, mas a segunda parte do versículo diz que ele se entregou a si mesmo por nós, descrevendo não uma ação contínua, mas um aoristo, um tempo verbal passado, fazendo uma clara alusão à cruz. Paulo está nos conclamando a sermos semelhantes a Cristo em sua morte, a amarmos com o mesmo amor que, no Calvário, altruistamente se doa.

Observe a idéia que aqui se desenvolve: Paulo está nos instando a sermos semelhantes a Cristo na Encarnação, ao Cristo que lava os pés dos irmãos e ao Cristo crucificado. Esses três acontecimentos na vida de Cristo nos mostram claramente o que significa, na prática, sermos conformes à imagem de Cristo.

Em quarto lugar, temos de ser semelhantes a Cristo em sua abnegação paciente. No exemplo a seguir, consideraremos não o ensino de Paulo, mas o de Pedro. Cada capítulo da primeira carta de Pedro diz algo sobre sofrermos como Cristo, pois a carta tem como pano de fundo histórico o início da perseguição. Especialmente no capítulo 2 de 1 Pedro, os escravos cristãos são instados a, se castigados injustamente, suportarem e não retribuírem o mal com o mal. E Pedro prossegue dizendo que para isto mesmo fomos chamados, pois Cristo também sofreu, deixando-nos o exemplo — outra vez a mesma palavra — para seguirmos os seus passos. Este chamado para sermos semelhantes a Cristo em meio ao sofrimento injusto pode perfeitamente se tornar cada vez mais significativo à medida que as perseguições se avolumam em muitas culturas do mundo atual.

No quinto e último exemplo que quero extrair do Novo Testamento, precisamos ser semelhantes a Cristo em sua missão. Tendo examinado os ensinos de Paulo e de Pedro, veremos agora os ensinos de Jesus registrados por João. Em João 17:18, Jesus, orando, diz: “Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo”, referindo-se a nós. E na Comissão, em João 20:21, Jesus diz: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio”. Estas palavras carregam um significado imensamente importante. Não se trata apenas da versão joanina da Grande Comissão; é também uma instrução no sentido de que a missão dos discípulos no mundo deveria ser semelhante à do próprio Cristo. Em que aspecto? Nestes textos, as palavras-chave são “envio ao mundo”. Do mesmo modo como Cristo entrou em nosso mundo, nós também devemos entrar no “mundo” das outras pessoas. É como explicou, com muita propriedade, o Arcebispo Michael Ramsey há alguns anos: “Somente à medida que sairmos e nos colocarmos, com compaixão amorosa, do lado de dentro das dúvidas do duvidoso, das indagações do indagador e da solidão do que se perdeu no caminho é que poderemos afirmar e recomendar a fé que professamos”.

Quando falamos em “evangelização encarnacional” é exatamente disto que falamos: entrar no mundo do outro. Toda missão genuína é uma missão encarnacional. Temos de ser semelhantes a Cristo em sua missão. Estas são as cinco principais formas de sermos conformes à imagem de Cristo: em sua Encarnação, em seu serviço, em seu amor, em sua abnegação paciente e em sua missão.

Quero, de modo bem sucinto, falar de três conseqüências práticas da assemelhação a Cristo.

Primeira: A assemelhação a Cristo e o sofrimento. Por si só, o tema do sofrimento é bem complexo, e os cristãos tentam compreendê-lo de variados pontos de vista. Um deles se sobressai: aquele segundo o qual o sofrimento faz parte do processo da transformação que Deus faz em nós para nos assemelharmos a Cristo. Seja qual for a natureza do nosso sofrimento — uma decepção, uma frustração ou qualquer outra tragédia dolorosa —, precisamos tentar enxergá-lo à luz de Romanos 8:28-29. Romanos 8:28 diz que Deus está continuamente operando para o bem do seu povo, e Romanos 8:29 revela que o seu bom propósito é nos tornar semelhantes a Cristo.

Segunda: A assemelhação a Cristo e o desafio da evangelização. Provavelmente você já se perguntou: “Por que será que, até onde percebo, em muitas situações os nossos esforços evangelísticos freqüentemente terminam em fracasso?” As razões podem ser várias e não quero ser simplista, mas uma das razões principais é que nós não somos parecidos com o Cristo que anunciamos. John Poulton, que abordou o tema num livreto muito pertinente, intitulado A Today Sort of Evangelism, escreveu:

“A pregação mais eficaz provém daqueles que vivem conforme aquilo que dizem. Eles próprios são a mensagem. Os cristãos têm de ser semelhantes àquilo que falam. A comunicação acontece fundamentalmente a partir da pessoa, não de palavras ou idéias. É no mais íntimo das pessoas que a autenticidade se faz entender; o que agora se transmite com eficácia é, basicamente, a autenticidade pessoal”.

Isto é assemelhar-se à imagem de Cristo. Permitam-me dar outro exemplo. Havia um professor universitário hindu na Índia que, certa vez, identificando que um de seus alunos era cristão, disse-lhe: “Se vocês, cristãos, vivessem como Jesus Cristo viveu, a Índia estaria aos seus pés amanhã mesmo”. Eu penso que a Índia já estaria aos seus pés hoje mesmo se os cristãos vivessem como Jesus viveu. Oriundo do mundo islâmico, o Reverendo Iskandar Jadeed, árabe e ex-muçulmano, disse: “Se todos os cristãos fossem cristãos — isto é, semelhantes a Cristo —, hoje o islã não existiria mais”.

Isto me leva ao terceiro ponto: Assemelhação a Cristo e presença do Espírito Santo em nós. Nesta noite falei muito sobre assemelhação a Cristo, mas será que ela é alcançável? Por nossas próprias forças é evidente que não, mas Deus nos deu seu Santo Espírito para habitar em nós e nos transformar de dentro para fora. William Temple, que foi arcebispo na década de 40, costumava ilustrar este ponto falando sobre Shakespeare:

“Não adianta me darem uma peça como Hamlet ou O Rei Lear e me mandarem escrever algo semelhante. Shakespeare era capaz, eu não. Também não adianta me mostrarem uma vida como a de Jesus e me mandarem viver de igual modo. Jesus era capaz, eu não. Porém, se o gênio de Shakespeare pudesse entrar e viver em mim, então eu seria capaz de escrever peças como as dele. E se o Espírito Santo puder entrar e habitar em mim, então eu serei capaz de viver uma vida como a de Jesus”.

Para concluir, um breve resumo do que tentamos pensar juntos aqui hoje: O propósito de Deus é nos tornar semelhantes a Cristo. O modo como Deus nos torna conformes à imagem de Cristo é enchendo-nos do seu Espírito. Em outras palavras, a conclusão é de natureza trinitária, pois envolve o Pai, o Filho e o Espírito Santo.